Aqui chegamos a uma etapa
da mais extrema importância em análises de sistemática
molecular, o alinhamento das seqüências.
Evidentemente, um alinhamento errado vai comprometer todo o resto das análises.
Muita gente acha que uma vez tendo as macromoléculas seqüenciadas,
basta colocá-las no computador e deixar que um dos inúmeros
programas feitos para alinhamento faça o resto. Atenção:
Quase nunca as seqüências são corretamente alinhadas
pelo computador. Claro que esses programas podem ser um passo inicial,
mas a forma mais correta e segura de alinhamento é MANUALMENTE!
Um programa computacional simplesmente procura "juntar igual com igual",
sem qualquer "preocupação" com os processos biológicos.
Para isso, é importante que após uma primeira alternativa
de alinhamento "proposta" pelo computador, olhemos para cada uma das bases
e procuremos arranjá-las utilizando os nossos conhecimentos.
Para isso, é preciso conhecer os diferentes
tipos de mutações e de substituições.
mutações possíveis
| AAATCGATCCGATTA seqüência original |
| GAACCGATTCAATTA transições |
| AAATCGATCCGATTA seqüência original |
| TAAAGTATACCAGTC transversões |
| AAA/TCCGATTA deleção |
| CGAT |
| AAATCGATCCGATTA seqüência original |
| AAATCGATCTCCTACGATTA inserção |
| AAATCGATCCGATTA seqüência original |
| AAATCCGATCGATTA inversão |
substituições possíveis
Ile Lys Ala Leu Val Leu
Ile Lys
Ala Leu Val Leu
ATA AAG GCA CTG GTC CTG
Ile Lys
Ala Leu Val Leu
ATA AAG GCA CTG GTC CTG
Agora imagine, por exemplo, como
um computador "interpretaria" o alinhamento de regiões com deleções
e inserções (também chamadas de indels), o que é
comum no caso de genes ribossomais e regiões repetitivas do genoma.
O alinhamento manual tende a ser um trabalho demorado e muitas vezes cansativo,
mas é imprescindível!
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