Inferências Evolutivas Interespecíficas ou Inferências Filogenéticas

    Como já foi comentado com relação aos alinhamentos, aqui também muita gente acha que uma vez tendo as seqüências alinhadas, basta colocá-las num programa de computador e a "árvore" sairá pronta. Infelizmente, ainda há muitos que tratam as análises filogenéticas como uma caixa preta e não usam conhecimentos científicos para analisar os dados. Vamos tentar desenvolver nesta parte do curso um quadro conceitual para que possamos entender na teoria e na prática pelo menos um pouco dos princípios e das metodologias de que se dispõem hoje para inferências filogenéticas.

    Inferências filogenéticas são procedimentos de estimativas. Assim, existe uma série de algoritmos que podem ser aplicados em estimativas filogenéticas e que são classificados em duas categorias:

A) critérios quantitativos: baseados em distância entre os dados:

    - distância média [UPGMA - "unweighted pair group method with arithmetic means"] (Sokal & Michener, 1958; Sneath & Sokal, 1973);

    - distância transformada [DT] (Farris, 1977);

    - método de Fitch e Margoliash (1967);

    - evolução mínima [EM] (Cavalli-Sforza & Edwards, 1967; Saitou & Imanishi, 1989);

    - distância de Wagner [DW] (Farris, 1972; Swofford, 1981; Tateno et al., 1982; Nei et al., 1983; Faith, 1985; Sourdis & Krimbas, 1987);

    - "neighborliness" [ST] (Sattah & Tversky, 1977; Fitch, 1981);

    - "neighbor-joining" [NJ] (Saitou & Nei, 1987);

B) critérios qualitativos: baseados em otimização dos dados;

    - máxima parcimônia [MP] (Fitch, 1971);

    - parcimônia evolutiva [PE] (Lake, 1988);

    - máxima verossimilhança [MV] (Felsenstein, 1981).
 
 

    Nesse curso daremos ênfase aos critérios qualitativos, especialmente aos métodos de máxima parcimônia e máxima verossimilhança. Informações mais detalhadas sobre os critérios quantitativos podem ser encontradas no endereço http://adi-38.bio.ib.usp.br/sbg2k/e em algumas das referências bibliograficas citadas ao final desta "apostila".

    A representação gráfica de reconstrução filogenética geralmente é em forma de uma "árvore" com uma topologia específica, seja ela enraizada ou não. As características gerais de uma árvore filogenética estão apresentadas na seguir:

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